Trilha interpretativa mostra ofício das paneleiras para estudantes, no Mulembá
Trilha interpretativa mostra ofício das paneleiras para estudantes, no Mulembá
Publicada em 25/04/2023, às 12h45
Por Deyvison Longui ([email protected]), com edição de Andreza Lopes
A tarde desta terça-feira (25) será diferente para estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Vercenílio da Silva Pascoal, localizada bairro Joana D´Arc. Eles conhecerão a trilha educativa de Mata Atlântica do Parque Natural Vale do Mulembá. A ação faz parte do projeto "Mata Atlântica Floresta que Ensina", desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Seme).
Ao todo, aproximadamente 90 estudantes serão contemplados com a visita, que ocorrerá até o próximo dia 2 de maio, no período das 13h30 às 16h30. De acordo com o educador ambiental do Parque Vale do Mulembá, Wilson de Souza, com a metodologia de interpretação os estudantes conhecerão o barreiro, local de onde as paneleiras de Goiabeiras retiram a argila para o seu ofício, e também farão as trilhas da Nascente do Bambuzinho, onde poderão ver de perto um olho d´água brotando da terra, considerado local responsável pela vida silvestre.
"São nos espaços não formais de educação que o estudante tem acesso a recursos que a escola geralmente não possui e, dessa forma, por meio de atividades que levem à reflexão e discussão de um conhecimento, o estudante interioriza melhor o saber produzido nas instituições", completou o secretário municipal de Meio Ambiente, Tarcísio Foeger. "Teremos momentos de contemplação, experimentação, conhecimento, interação e reflexão, com dinâmicas como a "O que Dizem os Sons da Floresta?", apontou o educador ambiental.
Práticas experimentais
A professora da escola e mestre em Ciências, Juliana Conde, que desenvolve, em parceria com o Centro de Educação Ambiental (CEA) do Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, o projeto Mata Atlântica dentro do componente curricular "Práticas Experimentais", contou que já vem trabalhando, desde o início do ano letivo, com os estudantes pesquisas sobre a fauna e flora e os impactos da ação humana ilegal sobre a Mata Atlântica.
A docente ressaltou que tem organizado com os estudantes jogos das palavras da Mata Atlântica, debates sobre questões históricas envolvendo esse ecossistema e trabalhado a cartilha educativa "Mata Atlântica, Importante Conhecer, Importante Preservar", que todos os estudantes receberam da Gerência de Educação Ambiental (GEA), da Semmam.
De acordo com Juliana Conde, o objetivo do projeto da escola "é ampliar a conscientização crítica dos estudantes quanto à importância da preservação do bioma Mata Atlântica, levando em consideração as características ecológicas, sociais, cênicas e culturais, por meio de sensibilização, com atividades socioambientais e lúdico-educativas".
Projeto Floresta que Ensina
Dentro do Projeto "Mata Atlântica Floresta que Ensina", nos meses de maio e junho também serão realizados outras atividades na escola, como roda de conversa da Mata Atlântica; Mapa Gigante Interativo dos Ecossistemas de Vitória; Exposição "Mata Atlântica de Vitória, Diversidade na Paisagem em Múltiplos Olhares"; apresentação do vídeo "Mata Atlântica: Uma Floresta no Coração de Vitória"; e Desafio Digital da Mata Atlântica de Vitória. No final de junho, os estudantes irão ao mirante do Parque da Fonte Grande para que possam ter um outro olhar sobre a capital e as florestas que abraçam e protegem as encostas dos morros que rodeiam a cidade.
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